Importância dos contadores na construção dos relatórios de sustentabilidade é debatida em Brazil PAO Summit


A relevância da atuação dos profissionais da contabilidade na elaboração e na confiabilidade dos relatórios de sustentabilidade esteve em debate nesta quarta-feira (11), durante o Brazil PAO Summit 2026, realizado em Brasília (DF). A conferência integra a programação internacional do Seminário de Planejamento Estratégico e Governança do Sistema Conselho Federal de Contabilidade (CFC)/CRCs e reúne mais de 1.200 participantes, entre profissionais brasileiros e representantes de 15 países.

O tema foi discutido pelo coordenador técnico do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS), Eduardo Flores, e pelo coordenador de Relações Internacionais do CBPS, Leandro Ardito. A mediação do painel ficou a cargo do ex-presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) no período de 2018 a 2021 e coordenador operacional do CBPS, Zulmir Breda.

Ao abrir o debate, Breda destacou a relevância do tema no cenário econômico atual e afirmou que a sustentabilidade e os relatórios relacionados ao tema estão entre os assuntos mais importantes para o futuro das organizações e dos mercados. A condução do painel ocorreu em formato de perguntas e respostas.

Durante a conversa, Breda abordou as normas de sustentabilidade atualmente em processo de adoção no Brasil, CBPS 01 (IFRS S1) e CBPS 02 (IFRS S2), e ressaltou que esses normativos tratam de relatórios de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade. “É importante que esses relatórios sejam reconhecidos como relatórios de informações financeiras”, afirmou.

Base global para informações de sustentabilidade

Ao comentar o tema, Eduardo Flores apresentou um panorama sobre o surgimento das normas internacionais de sustentabilidade e explicou os motivos que levaram à criação de padrões globais para divulgação dessas informações.

Segundo ele, a existência de múltiplos referenciais pode comprometer a comparabilidade e a qualidade dos dados apresentados ao mercado. “A existência de múltiplos padrões cria uma possibilidade de arbitragem informacional. Nem sempre se escolhe o padrão tecnicamente mais adequado, mas aquele que pode ser mais conveniente”, avaliou.

Flores destacou que o mercado demanda cada vez mais informações relacionadas às práticas de sustentabilidade e defendeu que esses relatórios devem dialogar com os relatórios financeiros tradicionais. De acordo com o acadêmico, a racionalidade econômica permanece central nas decisões de investimento, o que exige integração entre dados financeiros e informações sobre sustentabilidade.

O especialista também explicou, de forma geral, a abordagem adotada pelos normativos CBPS 01 e CBPS 02 no processo de padronização dessas informações.

Adoção das normas no Brasil

Na sequência, Breda questionou Leandro Ardito sobre os fatores que levaram o Brasil a adotar essas normas e qual tem sido o papel do CBPS nesse processo.

Ardito explicou que a criação dos padrões internacionais busca assegurar a produção de informações úteis e de qualidade para a tomada de decisão por parte de investidores e demais usuários. Segundo ele, além de relevantes, essas informações precisam ser confiáveis e auditáveis, o que reforça a importância da existência de um padrão global.

O especialista destacou ainda que o Brasil possui tradição na adoção de normas internacionais e afirmou que o CBPS foi criado para assegurar que os pronunciamentos de sustentabilidade convergidos sejam apresentados de forma clara e tecnicamente consistente, a partir de análises detalhadas dos textos e da avaliação da necessidade de adaptações ao contexto nacional.

Ao longo do painel, também foram discutidos temas como mensuração de impactos financeiros nos relatórios de sustentabilidade, capacitação profissional e confiabilidade das informações. Para os especialistas, a participação ativa dos profissionais da contabilidade nesse processo é fundamental para garantir qualidade, transparência e credibilidade às informações apresentadas ao mercado.

Por Lorena Molter
Comunicação CFC

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CFC sedia reunião do Comitê Executivo da AIC e debate fortalecimento da profissão contábil nas Américas


O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) recebeu, na manhã desta quinta-feira (12), reunião híbrida do Comitê Executivo da Associação Interamericana de Contabilidade (AIC). O encontro reuniu lideranças da entidade para discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da profissão contábil no continente americano, além de avaliar o andamento de programas e propor novas iniciativas institucionais.

A reunião foi conduzida pelo presidente da AIC, Nelson Hahn, que destacou como prioridade ampliar a participação e o engajamento dos organismos membros da associação. Segundo ele, há grande potencial profissional não só nos países mais participativos e populosos, mas também em menores regiões. “Há muito talento nos países da América Latina. Existem pessoas muito capacitadas, inclusive autodidatas. Nosso papel é reunir e conectar talentos”, afirmou.

Hahn também ressaltou a missão central da entidade, prevista nos estatutos e no plano estratégico institucional. De acordo com o dirigente, a AIC tem o papel fundamental de elevar o nível técnico e ético da profissão contábil no continente americano. “Essa é a razão que nos move, pois, ao melhorar esse nível, muitas outras melhorias naturalmente surgem”, disse.

Durante o encontro, foram apresentados relatórios sobre o andamento dos programas de trabalho das vice-presidências da entidade, incluindo o balanço do primeiro vice-presidente e a atualização das atividades das Comissões Técnicas Interamericanas.

O vice-presidente de assuntos técnicos da AIC, Idrián Estrella, detalhou o trabalho desenvolvido pelas comissões e explicou que a organização busca reformular a forma de atuação desses grupos no atual biênio. A proposta é incentivar maior abertura nas discussões e ampliar a produção de resultados concretos.

A criação de novas comissões também foi discutida. Entre as propostas estão a formação de uma comissão especial de sustentabilidade e outra voltada ao terceiro setor. Para Hahn, o debate sobre sustentabilidade é indispensável no contexto atual da contabilidade. “Se o tema da sustentabilidade não está sendo abordado, então vivemos em outro planeta, que não é o da profissão contábil”, afirmou.

Outro ponto abordado na reunião foi a necessidade de ampliar a comunicação e a presença digital da AIC. Atualmente, a organização utiliza as redes sociais Instagram e Facebook. A proposta é expandir a atuação para outras plataformas, como LinkedIn, YouTube e TikTok.

As iniciativas discutidas durante a reunião fazem parte do esforço da AIC para modernizar sua atuação, fortalecer a integração entre os organismos membros e ampliar o alcance das discussões técnicas no cenário contábil interamericano.

Por Poliana Nunes
Comunicação CFC

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Governança, ética e tecnologia reforçam confiança no ambiente de negócios, avaliam especialistas


A adoção de boas práticas de governança, o fortalecimento da ética profissional e o uso estratégico da tecnologia foram apontados como elementos essenciais para aumentar a confiança no ambiente de negócios e preparar empresas e instituições para cenários de crise. Esses temas estiveram no centro do debate no painel “Preparação para crises econômicas e o papel da contabilidade”, promovido na tarde desta quarta-feira (11), durante o Brazil PAO Summit 2026.

O evento integra o Seminário de Planejamento Estratégico e Governança do Sistema CFC/CRCs e contou com a participação do economista-sênior do Banco Mundial, Fabiano Silvio Colbano, do presidente do Ibracon, Sebastian Yoshizato Soares, e do presidente da União dos Contabilistas e Auditores de Língua Portuguesa (Ucalp), Aécio Prado Dantas Júnior, como mediador.

Durante a discussão, os participantes destacaram que a gestão de riscos precisa deixar de ser uma prática restrita às grandes organizações e passar a integrar também a rotina das pequenas e médias empresas. Para isso, a contabilidade pode desempenhar um papel decisivo ao ajudar empresários a migrar de uma postura reativa, de “apagar incêndios”, para uma cultura preventiva baseada em planejamento, controle e análise de dados.

Sebastian Soares ressaltou que a tecnologia tem papel fundamental nesse processo, especialmente para organizações de menor porte. Segundo ele, muitas dessas empresas enfrentam limitações para investir em soluções sofisticadas, o que torna ainda mais importante ampliar o acesso a capacitação técnica, seminários e ferramentas tecnológicas de baixo custo ou gratuitas.

O presidente do Ibracon também chamou atenção para um desafio que afeta o ambiente de negócios em escala global: a crise de confiança provocada por escândalos corporativos e casos de corrupção. Nesses contextos, profissionais da contabilidade e da auditoria frequentemente estão entre os primeiros a ter sua atuação questionada quando surgem fraudes ou irregularidades.

Para ele, é necessário compreender que a governança corporativa envolve diversos agentes, como conselhos de administração, comitês de auditoria, auditores internos e externos, analistas de mercado e órgãos reguladores. “Todos são guardiões do mercado e precisam assumir suas responsabilidades dentro do processo de governança”, afirmou.

Vulnerabilidade das pequenas empresas

Na avaliação de Fabiano Colbano, pequenas empresas tendem a ser mais vulneráveis a crises econômicas justamente por possuírem menos mecanismos de proteção e menor capacidade de adaptação financeira. Por isso, a adoção de sistemas de controle interno e de gestão de riscos é ainda mais necessária para esse segmento.

Ele destacou que, nas grandes corporações, a gestão de riscos costuma ser acompanhada por diversos comitês e estruturas de monitoramento. Entretanto, nas pequenas e médias empresas, muitas vezes esses mecanismos ainda não existem.

Nesse cenário, o contador assume papel estratégico. “O profissional da contabilidade não deve atuar apenas como preparador de informações, mas também como conselheiro de gestão, contribuindo para decisões estratégicas”, explicou.

Cooperação internacional e confiança econômica

Os debatedores também ressaltaram a importância da cooperação entre entidades do setor privado, instituições multilaterais e órgãos públicos para fortalecer a governança e estimular investimentos.

Sebastian afirmou que o Brasil precisa reconstruir a confiança dos investidores internacionais, especialmente em um contexto global marcado por instabilidade econômica, tensões geopolíticas e taxas de juros elevadas. Segundo ele, episódios de fraude e investigações prolongadas podem impactar negativamente a percepção do mercado e afastar investimentos.

Para enfrentar esse cenário, ele defendeu a construção de uma agenda nacional que reúna reguladores, entidades de mercado, associações profissionais e representantes do setor público para discutir propostas concretas de fortalecimento institucional e desenvolvimento econômico.

Fabiano reforçou que a confiança é um fator central para o crescimento das economias. Segundo ele, investidores avaliam constantemente o nível de risco antes de decidir onde aplicar recursos, e elementos como transparência, segurança jurídica e estabilidade institucional influenciam diretamente essas decisões.

“O investidor não gosta de risco. Qualquer incerteza sobre qualidade das informações, transparência ou funcionamento das instituições afeta a decisão de investimento”, afirmou.

Ao final do painel, os debatedores trouxeram um aspecto considerado essencial: a ética profissional, especialmente em situações de pressão. Para Fabiano Colbano, manter a integridade mesmo diante de interesses conflitantes é uma das competências mais importantes para qualquer profissional que participa de processos decisórios. “Ser ético quando não há pressão é fácil. O desafio é manter a ética quando existe pressão por resultados”, concluiu.

Por Poliana Nunes
Comunicação CFC

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Integração internacional marca posse de novos dirigentes do CFC


A presença de representantes dos principais organismos internacionais da contabilidade marcou a Solenidade de Posse dos novos dirigentes do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), realizada nesta quarta-feira (11), no auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O evento reuniu autoridades, lideranças institucionais e profissionais da contabilidade do Brasil e de outros 15 países.

Entre os convidados internacionais esteve o CEO da International Federation of Accountants (Ifac), Lee White. A entidade reúne organizações profissionais de contabilidade de todo o mundo e atua na promoção do interesse público por meio do fortalecimento da profissão.

“É um privilégio compartilhar esta noite”, afirmou White durante a cerimônia. O dirigente também participou do Brazil PAO Summit 2026, promovido pelo CFC. Segundo ele, a liderança contábil brasileira demonstra o compromisso e a paixão dos profissionais do país com a profissão. “Esse encontro me permite levar as experiências, o comprometimento e o fortalecimento brasileiros aos níveis globais”, destacou.

A presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon), Maria Clara Cavalcanti Bulgarim, ressaltou a trajetória do presidente do CFC, Joaquim Bezerra, e os desafios superados ao longo da carreira até chegar à liderança da entidade.

“Antes do profissional respeitado, existiu um jovem inquieto, curioso e determinado. Um jovem que acreditou desde o início no trabalho, na energia transformadora do conhecimento e na importância da autonomia para o desenvolvimento da sociedade”, afirmou.

Reconhecimento institucional

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Alberto Ribeiro Simonetti, também discursou durante a cerimônia de posse dos conselheiros e do Conselho Diretor do CFC. Em sua fala, destacou a relevância institucional do sistema contábil para o país.

“A posse deste Conselho Federal de Contabilidade interessa ao Brasil porque alcança uma esfera decisiva da vida nacional: aquela em que a técnica ampara a confiança e dá solidez à ordem econômica. A OAB comparece à solenidade por reconhecer no CFC uma instituição de autoridade técnica, espírito público e alta relevância para o país”, declarou.

A solenidade reuniu autoridades e profissionais da contabilidade de todas as regiões do Brasil e representantes de 15 países. A participação internacional reforça a diretriz institucional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) de ampliar a integração entre instituições e fortalecer a cooperação em benefício da sociedade.

Por Poliana Nunes
Comunicação CFC

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Ministro Augusto Nardes destaca a importância da governança e papel fundamental dos contadores para o futuro da nação


O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e grande colaborador da disseminação da governança pública no Brasil, ministro Augusto Nardes, foi enfático em ressaltar o papel fundamental que a classe contábil assume para o desenvolvimento da nação e confiabilidade na correta aplicação dos recursos públicos. O pronunciamento aconteceu durante a solenidade que empossa os conselheiros (mandato 2026-2029) e Conselho Diretor (2026-2027) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). A cerimônia foi realizada no auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília/DF, e reuniu autoridades e representantes da classe contábil de todo território nacional.

Nardes contextualizou a parceria com o CFC desde a gestão da presidente Maria Clara Cavalcante Bugarim (gestão 2006-2009), passando pelas gestões dos presidentes Zulmir Breda (2018-2021) e Aécio Dantas (2022-2025), com participação do presidente empossado, Joaquim Bezerra. O ministro relembrou das caravanas de governança, que percorreram todo o país e reforçou os princípios e mecanismos que podem nortear a correta aplicação e fiscalização dos recursos públicos.

“Eu não vejo esperança para o Brasil se você não avaliar, monitorar e controlar permanentemente o dinheiro que pertence ao povo. A palavra confiança é a palavra-chave para atrair investimentos para o Brasil, e a governança é a única forma de chegarmos perante o povo e mostrar que estamos cuidando do dinheiro dele. É o momento da governança para termos esperança na nação brasileira”, destacou.

Nardes falou sobre a sua trajetória como profissional da contabilidade para pontuar o papel fundamental que a classe contábil desempenha no desenvolvimento do país. “Como eu comecei como um contabilista, eu sei da importância do contador. Não somente para ter um controle adequado, profissional, eficiente, com eficácia, mas é a classe que mais contribui com a nação, ajudando a arrecadar os impostos, mas os impostos têm que ser bem aplicados. Sem os contadores, esse país não tem condições de se manter”, afirmou.

Por Leandro Nunes
Comunicação CFC

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Líder do Judiciário brasileiro homenageia novo presidente do CFC


O ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes, prestigiou a posse das novas lideranças do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). A solenidade que empossou conselheiros, Conselho Diretor e presidente aconteceu na noite desta quarta-feira (11), em Brasília/DF. O evento reuniu autoridades brasileiras do executivo, do legislativo, do judiciário e de entidades de classe de todo país e do exterior.

O representante do maior órgão do Judiciário brasileiro é piauiense como o presidente do CFC empossado para gestão 2026-2027, Joaquim Bezerra. Nesse sentido, o ministro fez um discurso que lembrou as raízes e a cultura Piauí. Nunes ressaltou as características de Bezerra, com destaque para o conhecimento técnico e a determinação. “Joaquim é o exemplo e o reflexo do que o Piauí tem de melhor. Aquela perseverança do sertanejo, combinada com o rigor técnico, mas, ao mesmo tempo, com uma sensibilidade e fé inabalável no trabalho honesto e eficiente”, afirmou.

O ministro narrou ao público parte da caminhada classista do novo presidente do CFC, com destaque para os cargos de liderança que o contador ocupou no CFC e as conquistas alcançadas. “Uma trajetória dessas não acontece por acaso, ao contrário, comprova que ele congrega diversas qualidades, além de competência e dedicação. Joaquim tem paixão pelo que faz”.

Nunes disse acreditar que Bezerra percorrerá um caminho exitoso à frente do CFC. “Muitas outras vitórias ainda virão no seu caminho”. E completou: “Sua gestão será marcada pelo engrandecimento do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Contabilidade, com a valorização dos mais de 540 mil profissionais da contabilidade de todos os rincões do Brasil”.

Por Lorena Molter
Comunicação CFC

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Autoridades enaltecem importância da contabilidade em posse da nova diretoria do CFC


A solenidade de posse dos novos conselheiros e do Conselho Diretor do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), realizada na noite de 11 de março, no Centro de Eventos Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), foi marcada por manifestações de reconhecimento ao papel estratégico da contabilidade no país.

Durante o evento, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, e o senador Laércio Oliveira ressaltaram a relevância da profissão contábil para o desenvolvimento econômico e institucional do Brasil, além de destacarem a liderança de Joaquim Bezerra à frente da presidência do CFC.

Representando o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, o senador Laércio Oliveira elogiou o trabalho dos profissionais da contabilidade e ressaltou a confiança que a sociedade deposita na categoria.

“Gostaria de iniciar minha fala cumprimentando o contador da minha empresa. Todas as vezes que converso com ele, um jovem brilhante, competente e responsável, renovo minha confiança na contabilidade brasileira, que faz da sua profissão um verdadeiro sacerdócio”, afirmou o parlamentar, que também é técnico em contabilidade.

Segundo ele, a presença do profissional contábil fortalece instituições e contribui para o funcionamento adequado das organizações. “Onde o contador se faz presente, as instituições são mais fortes, porque são vocês que zelam para que tudo funcione corretamente. A partir da contabilidade, o Brasil pode e será um país melhor”, declarou.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, iniciou seu pronunciamento pedindo uma salva de palmas a todos os profissionais da contabilidade do país. “Esta solenidade se deve à importância dos profissionais contábeis e também ao prestígio deste grande amigo, Joaquim Bezerra”, disse.

Fonteles relembrou sua trajetória na iniciativa privada e na gestão pública, destacando a contribuição dos contadores para a boa condução da administração pública e da atividade empresarial.

“Tanto como empresário quanto como gestor na Secretaria da Fazenda e no Governo do Estado do Piauí, aprendi a valorizar cada vez mais os profissionais da contabilidade. O trabalho que vocês realizam é essencial para garantir o desenvolvimento, o bom andamento da ordem econômica, a integridade, a transparência e a eficiência dos processos, tanto no setor público quanto no privado”, afirmou.

Ao mencionar os desafios atuais, o governador destacou o papel da contabilidade diante das transformações em curso. “Em tempos de reforma tributária, avanço tecnológico e mudanças geopolíticas que impactam o funcionamento das instituições, tenho certeza de que Joaquim Bezerra, um homem à frente de seu tempo, está preparado para guiar a classe contábil diante dos desafios que se apresentam para o Brasil e para o mundo”, concluiu.

Por Thiago Benevides
Comunicação CRCSP

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Em discurso de posse, Joaquim Bezerra convoca contadores a protagonizar nova fase da profissão no Brasil


A solenidade de posse do presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Joaquim Bezerra, transformou o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, em um espaço marcado por emoção, reconhecimento e compromisso com o futuro da profissão contábil. Diante de autoridades dos três Poderes, de representantes institucionais das 27 unidades da federação, lideranças da classe e delegados internacionais, o novo dirigente destacou o papel estratégico da contabilidade para o desenvolvimento do país e convocou os profissionais a assumirem protagonismo diante das transformações econômicas, tecnológicas e institucionais em curso.

Em um discurso firme e carregado de significado pessoal e institucional, Bezerra ressaltou que assumir a presidência do CFC representa mais que uma conquista individual. Para ele, trata-se de uma responsabilidade coletiva diante dos desafios que a profissão enfrenta em um cenário de profundas mudanças.

Logo na abertura de sua fala, o presidente situou o momento histórico vivido pela classe contábil e o significado simbólico da cerimônia. “Nada resiste à força do trabalho de um povo unido por um grande ideal”, afirmou Bezerra ao evocar a visão de Juscelino Kubitschek para ilustrar a força transformadora da união em torno de um propósito coletivo. Em seguida, destacou que a própria história de Brasília simboliza essa capacidade de realização compartilhada. “Quando uma nação é capaz de sonhar coletivamente, de se unir em torno de um propósito e de trabalhar com coragem, ela transforma a realidade e faz da esperança uma obra concreta.”

Ao dirigir-se ao público presente, Bezerra enfatizou o caráter coletivo da missão que se inicia com sua gestão. “Por isso, esta noite não é somente uma cerimônia de posse. É uma cerimônia de compartilhamento. Aqui, todos nós fomos chamados a servir nossa Nação: chamados à responsabilidade; chamados à coragem; chamados a fazer parte da história”.

Ao longo do discurso, Joaquim Bezerra reforçou a importância da união da classe contábil para fortalecer a atuação dos profissionais em todo o país. Ele destacou que o Sistema CFC/CRCs tem papel fundamental na valorização da profissão e na construção de um ambiente econômico mais transparente e eficiente.

Dirigindo-se diretamente aos profissionais da área, o presidente apresentou o que classificou como um novo momento institucional para a categoria. “Contadores e contadoras do nosso Brasil, juristas, economistas, administradores, profissionais da saúde, empresários, estudantes, profissionais liberais das 30 profissões regulamentadas do nosso Brasil, políticos, gestores públicos, mercado e sociedade brasileira, sejam todos muito bem-vindos. Eu vos apresento o novo momento da contabilidade brasileira”.

Bezerra também destacou a trajetória histórica da profissão e o papel das gerações anteriores na construção do Sistema CFC/CRCs. Ao reconhecer o legado de ex-presidentes da entidade, afirmou que o futuro da contabilidade brasileira será construído a partir dessa base institucional consolidada. “Que vocês saibam: vocês construíram a base para prevermos o futuro. Fiquem certos de que, no que depender desta nova geração, a história será honrada com unhas e dentes”.

Segundo o presidente, os contadores ocupam posição estratégica no funcionamento da economia brasileira, contribuindo diretamente para a organização das empresas, para a gestão pública e para a segurança das informações que sustentam decisões econômicas.

A contabilidade como instrumento de transparência

Em um dos momentos centrais do discurso, Bezerra ressaltou o papel da contabilidade no fortalecimento da transparência e da confiança nas instituições.

Para ele, a atuação técnica e ética dos profissionais da contabilidade possui impacto direto sobre a qualidade das relações econômicas e institucionais no país. “É a contabilidade a atividade que promove a transparência, o controle, a verdade e a confiança. Ela é escudo de defesa da sociedade. A luz sob a qual se desfazem as sombras que assustam a própria sociedade”.

Nesse contexto, o presidente afirmou que o fortalecimento da profissão contribui para melhorar o ambiente de negócios e ampliar a segurança jurídica. “Uma vez fortalecida a confiança, a segurança jurídica se eleva, o ambiente de negócios se favorece, os investimentos se ampliam, a renda se eleva e a condição de vida melhora. O Brasil cresce”.

Emoção e reconhecimento

O momento da posse também foi marcado por agradecimentos e reflexões pessoais. Em diferentes trechos do discurso, o presidente demonstrou emoção ao recordar sua trajetória profissional e a confiança recebida da classe contábil para conduzir a entidade nacional.

Ao falar sobre o caminho percorrido até chegar à presidência do CFC, Bezerra destacou que a conquista não é resultado de uma trajetória individual, mas coletiva. “Eu não chego por mim. Eu chego aqui por cada um de vocês e por todos nós”.

Ao final do discurso, Joaquim Bezerra apresentou uma reflexão sobre o sentido da profissão e a responsabilidade ética dos profissionais da área. “Contabilidade é profissão. Profissão é ciência. Mas ela só vale a pena quando é exercida com amor. Amor a Deus. À família. À profissão. Ao Piauí. Ao Brasil. À justiça e à verdade. Amor à contabilidade”.

Encerrando a solenidade sob aplausos do público presente, o novo presidente sintetizou o espírito de sua gestão com uma mensagem que resumiu o propósito de sua trajetória profissional. “Amar é servir! Servir é amar!”.

Surpresa e emoção

Ao final do pronunciamento, Joaquim Bezerra viveu um dos momentos mais marcantes da cerimônia de posse. Após encerrar o discurso, foi surpreendido com a exibição de um vídeo produzido com recursos de inteligência artificial em que seu falecido pai lhe dirigia uma mensagem de incentivo, desejando êxito à frente da entidade e destacando a honra como marca de sua trajetória.

A homenagem emocionou o plenário e provocou forte comoção entre os presentes. Visivelmente tocado, Joaquim Bezerra acompanhou a mensagem ao lado de familiares e colegas de profissão, em um momento que simbolizou não apenas o início de uma nova gestão, mas também o reconhecimento de valores que marcaram sua formação pessoal e profissional.

A surpresa reforçou o tom simbólico da solenidade e evidenciou o compromisso do novo presidente com uma condução pautada pela ética, responsabilidade e respeito à história da profissão contábil — princípios que, segundo a mensagem exibida, devem orientar uma gestão marcada pela honra à frente do CFC.

Por Gustavo Sousa
Comunicação CFC

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lideranças internacionais destacam papel estratégico da profissão contábil no desenvolvimento econômico


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O papel das organizações contábeis no crescimento da economia e na promoção da sustentabilidade na América Latina foi o tema central do primeiro painel do Brazil PAO Summit 2026. A atividade, realizada na manhã desta quarta-feira (11), integra o Seminário de Planejamento Estratégico e Governança do Sistema CFC/CRCs.

Mediado pelo presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Joaquim de Alencar Bezerra Filho, o debate contou com a participação do CEO da International Federation of Accountants (Ifac), Lee White, e do presidente da Associação Interamericana de Contabilidade (AIC), Nelson Hahn.

Na abertura do painel, Lee White ressaltou que a contabilidade é uma profissão global e destacou a importância da atuação conjunta das Organizações Profissionais de Contabilidade (PAOs, na sigla em inglês) para garantir o fortalecimento e a relevância da profissão no futuro.

“Somos verdadeiramente uma profissão global que se estende por todo o mundo. O fato de termos força hoje não significa que sempre teremos no futuro. Precisamos trabalhar juntos, como líderes, para garantir o sucesso da profissão”, afirmou.

Para o CEO da Ifac, a colaboração entre organizações nacionais e internacionais é fundamental para ampliar o impacto da profissão na economia e na sociedade. Nesse contexto, destacou o papel da Ifac e das entidades membros, como o CFC, na construção de uma atuação coordenada da profissão contábil em escala global.

O presidente do CFC, Joaquim Bezerra, também ressaltou o caráter internacional do encontro e celebrou a presença de delegações estrangeiras no Brasil. “Quero registrar a delegação de 15 países que se encontram aqui. Isso é motivo de honra para a contabilidade brasileira e demonstra que a contabilidade mundial está de mãos dadas para promover o crescimento econômico sustentável”, afirmou.

ESG e novas oportunidades para a profissão

Durante o debate, um dos temas centrais foi o impacto da agenda ESG (sigla em inglês para práticas ambientais, sociais e de governança) sobre as expectativas em relação à profissão contábil. Para Lee White, embora os princípios fundamentais da contabilidade permaneçam os mesmos, as transformações associadas à sustentabilidade abrem novas oportunidades de atuação para os profissionais.

“As expectativas não mudam no que diz respeito aos valores fundamentais da profissão. Continuamos sendo uma profissão baseada na confiança. Mas algumas expectativas ao nosso redor estão mudando, e isso cria oportunidades extraordinárias”, destacou.

White explicou que a agenda ESG amplia a percepção sobre o papel do profissional da contabilidade na sociedade, permitindo que a profissão seja vista além da atuação tradicional ligada aos números e às demonstrações financeiras. “Com o avanço da ESG, nossa profissão passa a ser percebida sob uma nova perspectiva, com um senso maior de propósito para as futuras gerações”, afirmou.

Nesse cenário, as PAOs desempenham papel estratégico, especialmente nas áreas de educação, definição de normas e diálogo com autoridades públicas e reguladores. Para o CEO da Ifac, essas entidades são responsáveis por preparar os profissionais para lidar com novas demandas relacionadas à sustentabilidade e à transparência.

Sustentabilidade e desenvolvimento na América Latina

Para Nelson Hahn, presidente da AIC, a sustentabilidade deve ser entendida como um elemento central tanto para o setor privado quanto para o setor público na América Latina. Segundo ele, elevar o nível técnico e ético da profissão contábil no continente contribui diretamente para o desenvolvimento econômico e social da região.

“No setor privado, quando elevamos o nível da profissão contábil, geramos informações financeiras oportunas e confiáveis. Isso permite que os conselhos de administração tomem decisões melhores”, explicou.

Hahn destacou que decisões empresariais baseadas em informações contábeis de qualidade podem impulsionar o crescimento econômico, ampliando vendas, gerando empregos e aumentando a arrecadação de impostos. Esses recursos, por sua vez, retornam à sociedade na forma de investimentos públicos.

No setor público, ele ressaltou a importância da adoção de normas internacionais de contabilidade aplicadas ao setor governamental para fortalecer a transparência e a qualidade das informações. Para o presidente da AIC, a implementação dessas normas também pode contribuir para uma gestão mais eficiente dos recursos públicos. “A transparência proporcionada por uma contabilidade pública robusta permite que os recursos arrecadados sejam aplicados de forma mais eficiente, elevando o nível de vida da população”, afirmou.

Hahn também defendeu a integração de relatórios de sustentabilidade às informações do setor público, destacando que essa prática fortalece a governança e amplia a capacidade de avaliação das políticas públicas.

Profissão contábil como agente de transformação

Ao longo do painel, os participantes convergiram na avaliação de que a profissão contábil desempenha papel essencial na construção de economias mais sustentáveis e transparentes. A combinação entre padrões internacionais, educação profissional e compromisso com o interesse público foi apontada como base para o fortalecimento da profissão na América Latina.

Nesse contexto, as organizações profissionais de contabilidade assumem a responsabilidade de preparar os profissionais para um ambiente cada vez mais complexo, marcado por novas exigências relacionadas à sustentabilidade, à governança e à prestação de contas.

Para os especialistas, a atuação coordenada entre entidades nacionais, regionais e internacionais será decisiva para ampliar a contribuição da contabilidade para o desenvolvimento econômico sustentável não apenas na América Latina, mas em todo o mundo.

Por Poliana Nunes
Comunicação CFC

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Importância dos contadores na construção dos relatórios de sustentabilidade é debatida em Brazil PAO Summit


A sustentabilidade no universo contábil foi debatida no Brazil PAO Summit 2026 nesta quarta-feira (11), em Brasília/DF. A conferência estratégica internacional faz parte da programação internacional do Seminário de Planejamento Estratégico e Governança do Sistema CFC/CRCs. O evento reúne mais de 1.200 participantes, entre profissionais da contabilidade brasileiros e representantes de 15 países.

O assunto foi abordado pelo coordenador Técnico do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade, Eduardo Flores, e do coordenador de Relações Internacionais do CBPS, Leandro Ardito. O painel foi mediado pelo presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), gestão 2018-2021, e coordenador Operacional do CBPS, Zulmir Breda.

Ao abrir o debate, Breda falou sobre a importância das discussões sobre sustentabilidade e disse considerar a sustentabilidade e os relatórios de sustentabilidade como os temas mais importantes da atualidade. A condução do painel ocorreu por meio de perguntas e respostas.

Breda falou sobre as normas de sustentabilidade em processo de adoção atualmente no Brasil, a CBPS 01 e CBPS 02 (IFRS S1 e IFRS S2). O contador ressaltou que se tratam normas sobre relatórios de informações financeiras sobre sustentabilidade. “É importante que esses relatórios sejam reconhecidos como relatórios de informações financeiras”, afirmou.

Em seguida, o moderador pediu que o professor doutor Eduardo Flores falasse sobre essas normas e o porquê de serem consideradas como uma base global de produção de informações de sustentabilidade.

O acadêmico fez um breve histórico sobre o contexto de nascimento das normas de sustentabilidade no cenário internacional. Em seguida, explicou sobre o porquê de ser necessária a criação de normas e padrões para essas divulgações. “A existência de múltiplos padrões, cria uma possibilidade de arbitragem informacional. Eu não escolho o padrão que é tecnicamente mais adequado, mas, muitas vezes, posso escolher aquele que é tecnicamente mais conveniente”, analisou.

Flores disse que o mercado precisa das informações de práticas de sustentabilidade e alertou que os relatórios dessa natureza devem dialogar com relatórios financeiros. O acadêmico explicou que a racionalidade econômica permanece e, nesse sentido, é preciso observar sobre como a contabilidade, a informação financeira, pode ser refletida em outro conjunto informacional, que é o relatório de sustentabilidade. Para finalizar, o coordenador Técnico do CBPS explicou, de forma geral, qual a abordagem de cada um dos normativos.

Em continuidade, Breda perguntou a Leandro Ardito qual foi a motivação por trás da decisão estratégica de Brasil em adotar essas normas e qual tem sido o papel do CBPS nesse processo. Sobre o assunto, o coordenador de Relações Internacionais do CBPS falou que a criação dessas normas segue o princípio de se ter informações úteis e de qualidade para a tomada de decisão. Além disso, ressaltou que os documentos precisavam ser confiáveis e auditáveis, criando-se um padrão global. Ardito destacou que o Brasil já possui uma postura de adesão a normas internacionais. Em complemento contou que o CBPS foi criado para assegurar que as normas de sustentabilidade convergidas fossem apresentadas de forma clara, a partir de análises profundas dos textos e da verificação da necessidade de adaptações.

Em seguida, Flores respondeu à pergunta sobre os riscos e as oportunidades referentes a esses documentos e também expôs ao público o porquê de, somente agora, esses dados serem considerados relevantes. O acadêmico disse que, na realidade, a questão tecnológica foi um dos motivos para que esses fatores não fossem reunidos e divulgados anteriormente, já que havia grandes dificuldades de monitoramento.

As discussões no painel ainda incluíram temáticas, como mensuração de impactos financeiros nos relatórios de sustentabilidade, capacitação sobre o tema e confiabilidade das informações.

Por Lorena Molter
Comunicação CFC



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