Aposentadoria da Pessoa com Deficiência (2023): Entenda como funciona – Jornal Contábil


A aposentadoria da pessoa com deficiência é um dos benefícios fornecidos pelo INSS com condições e requisitos específicos: idade e tempo de contribuição menores dos que os exigidos para as demais aposentadorias.

Para escolher qual a melhor regra de aposentadoria para a pessoa com deficiência, alguns requisitos principais devem ser analisados: 

  • o reconhecimento da deficiência
  • o grau da deficiência
  • tempo de contribuição mínimo exigido para cada grau

Você já pensou que você também pode ter direito aos benefícios diferenciados do INSS que existem para igualar a sua vivência com a de uma pessoa que não enfrenta os mesmos desafios que você? 

Quer saber se você pode ser considerada uma pessoa com deficiência e como buscar o seu direito? Então vem comigo que neste texto vamos conversar sobre:

leia também: Aposentadoria do Servidor Público com Deficiência (PCD): Confira o Guia Completo (2023)

Quem é considerado deficiente?

Antes de analisar qual regra de aposentadoria PCD você pode acessar no INSS, precisamos verificar se você realmente se enquadra na condição de pessoa com deficiência prevista na lei.

A quantidade de pessoas com deficiência no Brasil tem aumentado, no último Censo publicado em 2010, mais de 12 milhões de cidadãos possuíam alguma deficiência. 

Já em 2019, uma consulta realizada pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), informou um aumento desse número, colocando que mais de 17 milhões de brasileiros declararam ser deficiente mental, intelectual ou possuírem algum grau de dificuldade em enxergar, ouvir ou caminhar.

O conceito previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/ 2015), informa que a PCD (pessoa com deficiência) é aquela que tem impedimento de longo prazo (mínimo de dois anos para reconhecimento do INSS) de natureza:

  • física: alteração (total ou parcial) de um ou mais segmentos do corpo humano, que geram o comprometimento da mobilidade e da coordenação geral. 

Neste caso se enquadram pessoas tetraplégicas, pessoas com nanismo (altura máxima de 1.40m para mulheres e 1.45m para homens) ou com mobilidade reduzida de um braço, por exemplo. 

  • mental: pode ser caracterizada por um quociente de inteligência (QI) inferior a 70, média apresentada pela população (testes psicométricos) ou por uma defasagem cognitiva em relação às respostas esperadas para a idade e realidade sociocultural, segundo provas, roteiros e escalas (teorias psicogenéticas)
  • intelectual: é considerada um distúrbio do desenvolvimento neurológico, são condições neurológicas que aparecem na infância, geralmente antes da idade escolar e prejudicam o desenvolvimento de aspectos pessoais, sociais acadêmicos e/ou profissionais. 

Normalmente envolvem dificuldades na aquisição, retenção/aplicação de habilidades ou conjuntos de informações específicas, como exemplo temos a síndrome do espectro autista e o retardo mental, que pode ser leve, moderado, grave e profundo, por exemplo.

  • sensorial: não funcionamento total ou parcial de um dos cinco sentidos, sendo eles: visão, paladar, olfato, audição e tato. Neste caso se enquadram pessoas com surdez e aquelas que perderam o funcionamento do paladar pós-Covid, por exemplo.

É importante ressaltar que a visão monocular (pessoa que enxerga apenas de um olho) também passou a ser considerada deficiência no Brasil, desde março de 2021.

Atenção!

Além de existir um dos impedimentos descritos acima, ele deve ser colocado em interação com uma ou mais barreiras. 

As barreiras são entendidas como qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a oportunidade e o exercício de seus direitos.

Fonte: Arraes & Centeno

Caso você desconfie que se encaixa como PCD, é importante que busque auxílio médico para conseguir o seu laudo.

Com esse laudo médico, consulte uma especialista em direito previdenciário trabalhista para garantir os seus direitos, tais como:

  • benefícios diferenciados junto ao INSS,
  • a redução do imposto sobre produtos industrializados na compra de veículos,
  • a isenção do imposto de importação de alguns medicamentos e dispositivos específicos para pessoas com deficiência,
  • reserva de vagas de trabalho específicas para PCD, tanto na iniciativa privada como em serviço público;
  • o direito ao tratamento médico domiciliar em caso de impossibilidade de locomoção, dentre outros.

Leia também: BB acessibilidade: Crédito para PCDs está de volta

Quais doenças geram a condição de deficiência?

Não existe uma doença específica que gera a condição de deficiência.

Como iremos ver, a avaliação da deficiência é feita através de uma perícia biopsicossocial.

Por essa avalização, os especialistas analisam qual o impedimento de longa duração que você tem e o que acontece quando ele se encontra com uma das barreiras existentes.

Se com essa interação a sua participação plena e efetiva na vida em sociedade fica obstruída, você pode ser considerada uma pessoa com deficiência.

A vantagem de buscar auxílio e informações em um escritório especialista no tema, é o conhecimento que a equipe pode te proporcionar e a pesquisa detalhada do caso.

Separei alguns exemplos de casos normalmente direcionados para o benefício de incapacidade (auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez), mas que, dependendo da condição, podem gerar direito a uma aposentadoria PCD, ou outros direitos para a população de pessoas com deficiência:

  • Doenças renais crônicas;
  • Paralisia facial;
  • Mulheres com endometriose grave;
  • Síndrome de Sjogren (doença auto-imune);
  • Cardiopatias;
  • Paralisias ou monoparesias;
  • Endometriose;
  • Doenças ocupacionais como síndrome do túnel do carpo;
  • Usos de órteses ou próteses;
  • Monocular ou baixa visão, etc.

Mas lembre-se: cada caso é um caso e deve ser analisado por um advogado previdenciário especialista.

Como conseguir o certificado de pessoa com deficiência

Em 2022, o Governo Federal criou o chamado Cadastro-Inclusão: um registro público eletrônico que vai armazenar informações de pessoas com deficiência.

Por enquanto, para emitir o Certificado da Pessoa com Deficiência, o cidadão deve:

  • estar com registro ativo em uma das bases de dados do BPC ou da Aposentadoria da Pessoa com Deficiência 
  • acessar o site ou aplicativo Meu INSS, por meio do login na conta gov.br
  • busca a aba “Serviços” e acessar as funções “Extratos/Certidões /Declarações/Certificado” 
  • e selecionar“Certificado da Pessoa com Deficiência”

A validade desse certificado é de 90 dias, a partir da emissão. Vencido esse prazo, basta realizar o mesmo procedimento, sem necessidade de comprovar a condição de deficiência novamente.

Se você ainda não recebe o BPC/LOAS ou a aposentadoria para pessoa com deficiência, será preciso passar pela avaliação biopsicossocial feita pelo INSS.

Mais adiante vamos conversar sobre esses benefícios e a comprovação da deficiência.

PCD precisa de tutor?

Em regra não precisa!

Alguém na condição de pessoa com deficiência possui o direito de exercer plenamente sua capacidade legal, em igualdade de condições com as demais pessoas, sem a necessitar o auxílio de outra pessoa pela sua condição (tutor ou curador).

Contudo, caso você sinta a necessidade de algum auxílio, poderá ter um curador ou um tutor para te ajudar nos atos civis, especificamente nas questões patrimoniais e de negócios. 

Mas para isso, o pedido deverá ser feito na justiça, sendo aceito, o juiz deverá apresentar as razões da necessidade da curadoria e deixará claro que é uma medida excepcional.

Leia também: Lei prevê atendimento prioritário para acompanhante de idoso e PCDs

Benefícios para as pessoas com deficiência

A pessoa com deficiência possui as seguintes opções de direitos previdenciários no INSS:

Aposentadoria da pessoa com deficiência por idade
Aposentadoria da pessoa com deficiência por tempo de contribuição
Benefício de Prestação Continuada ( BPC/LOAS)
Auxílio Inclusão

Cada um dos benefícios citados possui seus próprios requisitos, vem comigo que vou te explicar um por um: 

 Aposentadoria para Pessoa com Deficiência por tempo de contribuição

Este caso exige que a pessoa com deficiência cumpra:

Fonte: Arraes & Centeno

O período de carência é entendido como o número mínimo de contribuições mensais que são indispensáveis para o benefício, a carência está ligada às contribuições pagas em dia. 

Atenção!

A aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa com deficiência não exige idade mínima.

Já o tempo de contribuição necessário vai depender do grau da deficiência e do gênero da pessoa, conforme tabela abaixo:

GRAU HOMENS MULHERES
LEVE 33 ANOS 28 ANOS
MODERADO 29 ANOS 24 ANOS
GRAVE 25 ANOS 20 ANOS

Quem define o grau de deficiência?

O próprio INSS realiza a análise do grau da deficiência, ela será feita por avaliação biopsicossocial com uma equipe multidisciplinar, ou seja, médicos e assistentes sociais.

Aposentadoria para a pessoa com deficiência por idade

Para a aposentadoria PCD por idade, são exigidos os seguintes requisitos:

Fonte: Arraes & Centeno

Atenção!

Neste caso não há diferença em razão do grau da deficiência, como acontece na aposentadoria por tempo de contribuição. 

Beneficio de prestação continuada para pessoa com deficiência

Mais conhecido como BPC ou LOAS (lei orgânica de assistência social), ele é um benefício assistencial que visa fornecer o valor de um salário mínimo mensal para:

  • pessoas com deficiência 
  • ou idosos com 65 anos ou mais 
  • que comprovem não possuírem meios de prover o próprio sustento, nem de ter manutenção fornecida pela família

Muita gente chama o BPC/LOAS de aposentadoria para quem nunca contribuiu com o INSS, o que não é verdade, já que ele é um benefício assistencial pago pelo Governo Federal, então cuidado com essas informações!

Por ser um benefício assistencial, ele não exige contribuição ao INSS, sendo concedido às pessoas que cumpriram os requisitos para o BPC/LOAS e não tenham tido contribuições para acessar as aposentadorias por idade e tempo de contribuição de PCD.

Lembrando que, não é possível receber o BPC e a aposentadoria juntos.

Ainda, existem dois aspectos negativos que você deve saber sobre esse benefício: não há o pagamento de 13º salário e a pessoa que recebe o BPC não pode deixar como pensão para seus dependentes ao falecer.

Auxílio-inclusão para pessoa com deficiência

Em outubro de 2021 um novo benefício chamado auxílio inclusão passou a valer para as pessoas com deficiência no Brasil!

Ele é um incentivo que busca a empregabilidade da PCD e pagará ½ salário mínimo para pessoas que recebem BPC e consiga entrar no mercado de trabalho.

Para isso, essa pessoa com deficiência precisa cumprir os seguintes requisitos:

  • possuir deficiência de grau moderado ou grave
  • receber o benefício de prestação continuada
  • conseguir um emprego com remuneração limitada a 2 (dois) salários mínimos
  • estar devidamente cadastrada no CadÚnico (atualizado)
  • possuir CPF regularizado

Então isso significa que o beneficiário receberá o novo salário do emprego que conseguiu, o benefício de prestação continuada e o auxílio inclusão?

A resposta é NÃO! 

Ao conseguir um emprego e solicitar o auxílio inclusão, o beneficiário autorizará a suspensão do BCP.

Mas não se preocupe, caso você venha a perder o emprego, voltará a receber o BPC.

A ideia do programa não é causar prejuízo e sim permitir que a PCD possa exercer atividades remuneradas, se desenvolver e não ter medo de alçar seus voos.

Qual a diferença de invalidez para deficiência?

É preciso ter muita atenção nesses dois conceitos, muitos profissionais, erroneamente, acabam confundindo os dois e fornecendo os benefícios previdenciários errados!

Apesar de serem situações que fornecem benefícios para públicos diferentes, sempre há confusão entre os dois.

Primeiramente, a aposentadoria da pessoa com deficiência é concedida para aqueles que cumpriram os requisitos legais de idade e de tempo. 

São pessoas que, em regra, podem continuar trabalhando, mas já adquiriram o direito ao pedido de aposentadoria, seja pela idade mínima e/ou pelo número mínimo de contribuições.

Já a aposentadoria por incapacidade permanente é diferente, ela decorre de um evento que deixou o beneficiário incapacitado, podendo ser alguma doença ou algum acidente. 

Neste caso, a pessoa se torna total e permanentemente incapacitada para o trabalho, sem previsão de restabelecimento da capacidade laborativa.

Por isso, sempre que você for na sua perícia médica do INSS, saiba que é indispensável a apresentação de atestado com CID (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde) para comprovar a deficiência.

Por isso, tenha em mãos toda a sua documentação médica: exames, laudos, atestados, receitas, boletim de baixa em hospital e quaisquer outros documentos que comprovem a deficiência.

Se for preciso, tenha em mão os documentos pessoais que comprovam a sua deficiência, como CNH especial para PCD ou cartão de transporte, por exemplo.

Como é feita a avaliação da deficiência no INSS?

A perícia feita pelo INSS é dividida em duas etapas: perícia médica e avaliação social. 

As duas são realizadas por um sistema de pontuação que ao final serão somadas para verificar a existência ou não da deficiência, e o grau.

perícia médica irá definir: o diagnóstico com a apresentação da CID (nome científico), o tipo de deficiência, as funções corporais acometidas, o grau da deficiência e o período de início e o período de encerramento.

Após a análise médica inicial, será preenchido um questionário pelo perito social com 41 atividades, dentre os tópicos serão analisados os domínios: sensorial; de comunicação; de mobilidade; de cuidados pessoais; de vida doméstica; de educação; trabalho e vida econômica; e de socialização e vida comunitária.

Além do preenchimento, o perito deverá informar qual barreira externa impede a execução da atividade. 

A soma da pontuação da perícia médica com a avaliação social mostrará o resultado da avaliação biopsicossocial.

Quem tem deficiência leve para o INSS

Para deficiência de grau leve a pontuação total deve ser menor ou igual a 7.584, com a pontuação mínima de 6.355.

Quem tem deficiência média para o INSS

Para a deficiência de grau moderado, médio,  a pontuação total deve ser menor ou igual a 6.354, com a pontuação mínima de 5.740.

Quem tem deficiência grave para o INSS

Para a deficiência de grau grave a pontuação total deve ser menor ou igual a 5.739.

Lembrando que se você quiser saber o conteúdo da sua perícia, deverá solicitar ao INSS uma cópia dos laudos médicos, o pedido pode ser feito no próprio aplicativo.

A reforma da previdência mudou a aposentadoria para a pessoa com deficiência?

A reforma em si não trouxe grandes alterações nos benefícios para a pessoa com deficiência, mas em 2020, o decreto nº 10.410 visou mudar a forma da conta previdenciária. 

Assim, seguindo o decreto, existe a alteração na base do cálculo da aposentadoria:

  • antes, a média considerava apenas os 80% (oitenta por cento) maiores salários contributivos, com a mudança se consideraria 100% (cem por cento) deles.

Ou seja, existe a lei que regula e fornece o cálculo considerando apenas os 80% maiores salários e um decreto que fala que o cálculo passa a ser feito considerando 100% das contribuições.

Com a novidade, ocorre a redução financeira para a maioria dos benefícios calculados pelo INSS.

Nosso escritório, após um estudo detalhado, compreendeu que um decreto não pode mudar uma lei, assim, prevalecemos com o entendimento de que vale o que a lei determina.

Na dúvida sobre o seu direito, procure uma equipe especialista em aposentadoria para pessoa com deficiência para te auxiliar!

Qual o valor da aposentadoria da pessoa com deficiência?

Como vimos, existe a possibilidade de aposentadoria por idade e por tempo de contribuição e, ainda, que existe um desacordo entre a lei e um decreto sobre a forma de realizar o cálculo. 

Assim, a primeira orientação é de que, se possível, busque auxílio em um escritório com advogados especialistas que possam te repassar todas as informações possíveis.

Como te contei, nosso escritório mantém o entendimento de que o que vale é o cálculo colocado na lei!

Assim, o cálculo da aposentadoria por idade da pessoa com deficiência é feito em etapas:

  • primeiro será realizada a média aritmética entre os 80% dos maiores salários contributivos (entre julho de 1994 até a data do seu pedido)
  • segundo passo é pegar o valor médio fornecido e multiplicar por 70%, acrescentando 1% no coeficiente a cada grupo de 12 contribuições mensais, até o máximo de 30%.

Já na aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa com deficiência, o valor do benefício corresponde a 100% da média aritmética do período contributivo.

Como somar as contribuições na aposentadoria da pessoa com deficiência?

A aposentadoria da pessoa com deficiência possui essa particularidade: a possibilidade de conversão do tempo de contribuição.

Isso pode acontecer nos seguintes casos:

  • em que a pessoa contribuiu por períodos sem ter qualquer condição de deficiência e depois passou a ser PCD, sendo possível fazer a conversão do tempo comum em tempo qualificado de PCD
  • em que a pessoa por determinados períodos tinha uma deficiência em um grau e a situação se agravou, ou melhorou, de maneira que durante o período de contribuição há diferentes graus de deficiência
  • em que o segurado é servidor público PCD ou já foi servidor público e não é mais e gostaria de levar o seu tempo no serviço público na condição de PCD para o INSS. 

Para isso, deverá requerer a CTC – Certidão de Tempo de Contribuição no local em que prestou serviços. 

Na CTC devem constar os períodos de contribuição na condição de PCD, além de data de início e de fim do vínculo, e remuneração. Essa certidão deverá ser apresentada ao INSS no momento da solicitação da aposentadoria.

Atenção!

No caso específico dos servidores públicos, existem os requisitos obrigatórios de comprovação do tempo mínimo de efetivo serviço público e do tempo mínimo no cargo em que se der a aposentadoria, a depender das regras do ente federativo (município, estado ou união).

Como funcionam os cálculos das conversões?

Como vimos, existem várias possibilidades de conversão dos tempos de contribuição, vamos trazer dois exemplos de como funciona na prática. 

Existem duas planilhas que são utilizadas: 

  • aparecimento ou desaparecimento da condição de PCD 
  • e outra no caso de alteração do grau da condição de PCD

Então vamos descobrir como converter o tempo de contribuição nesses dois casos:

Como converter tempo comum em PcD?

A primeira possibilidade de conversão é aquela em que existe o aparecimento ou desaparecimento da condição de deficiência, cuido porque os valores para conversão são diferentes para as mulheres e para os homens.

Para os homens, a tabela de conversão é a seguinte:

Tempo de Contribuição Conversão 25 anos (grau grave) Conversão 29 anos (grau médio) Conversão 33 anos (grau leve) Conversão 35 anos (aposentadoria por tempo de contribuição comum)
25 anos (grau grave) 1,00 1,16 1,32 1,40
29 anos (grau médio) 0,86 1,00 1,14 1,21
33 anos (grau leve) 0,76 0,88 1,00 1,06
35 anos (tempo da aposentadoria por tempo de contribuição comum) 0,71 0,83 0,94 1,00

Já para as mulheres, a tabela de conversão é a seguinte:

Tempo de Contribuição Conversão 20 anos (grau grave) Conversão 24 anos (grau médio) Conversão 28 anos (grau leve) Conversão 30 anos (aposentadoria por tempo de contribuição comum)
20 anos (grau grave) 1,00 1,20 1,40 1,50
24 anos (grau médio) 0,83 1,00 1,17 1,25
28 anos (grau leve) 0,71 0,86 1,00 1,07
30 anos (tempo da aposentadoria por tempo de contribuição comum) 0,67 0,80 0,93 1,00

Sem um exemplo a tabela fica estranha, não é mesmo? Então vamos para uma situação hipotética:

Fonte: Arraes & Centeno

O tempo contribuído sem qualquer condição de deficiência somam 9.360 dias. 

Tendo os dias, você irá multiplicar o valor pelo fator de conversão da tabela (analisando o seu caso, não existe uma regra igual aplicada para todo mundo).

Para dona Lourdes, por exemplo, o tempo base de contribuição – TBC pela deficiência leve é de 28 anos, assim, o fator de conversão será o TBC de 30 anos (sem a condição de deficiência) para TBC — 28 anos (com a condição de deficiência de grau leve), sendo o multiplicador de 0,93.

Tempo de Contribuição Conversão 20 anos (grau grave) Conversão 24 anos (grau médio) Conversão 28 anos (grau leve) Conversão 30 anos (aposentadoria por tempo de contribuição comum)
20 anos (grau grave) 1,00 1,20 1,40 1,50
24 anos (grau médio) 0,83 1,00 1,17 1,25
28 anos (grau leve) 0,71 0,86 1,00 1,07
30 anos (tempo da aposentadoria por tempo de contribuição comum) 0,67 0,80 0,93 1,00

Realizando a multiplicação do período de 9360 dias com o fator de conversão 0,93, temos o tempo de 8.704 dias, esse período deverá ser convertido em anos, meses e dias.

Assim, o resultado da conversão será de 24 anos, 2 meses e 4 dias, junto a este tempo, será somado o tempo qualificado (os 3 anos de tempo de contribuição como PCD), totalizado: 27 anos, 2 meses e 4 dias de contribuição.

Lembram que a dona Lourdes tem uma deficiência de grau leve? Sendo assim, ela ainda não terá o direito de se aposentar, pois não completou o requisito de 28 anos.

Para fazer toda essa análise, a melhor opção sempre é buscar informação junto a um especialista, muitas vezes através da análise dos seus documentos, você pode descobrir direitos que você sequer imagina ter.

Como converter o grau de deficiência?

Neste segundo caso, a conversão de tempo de contribuição se dá pela mudança no grau de deficiência durante os anos.

Os valores de conversão também são diferentes para homens e mulheres!

Para os homens, a tabela de conversão é a seguinte:

Tempo de Contribuição Conversão para 15 anos Conversão para 20 anos Conversão para 25 anos Conversão para 29 anos  Conversão para 33 anos
de 15 anos 1,00 1,33 1,67 1,93 2,20
de 20 anos 0,75 1,00 1,25 1,45 1,65
de 25 anos 0,60 0,80 1,00 1,16 1,32
de 29 anos 0,52 0,69 0,86 1,00 1,14
de 33 anos 0,45 0,61 0,76 0,88 1,00

Já para as mulheres, a tabela de conversão é a seguinte:

Tempo de Contribuição Conversão para 15 anos Conversão para 20 anos Conversão para 24 anos Conversão para 25 anos  Conversão para 28 anos
de 15 anos 1,00 1,33 1,60 1,67 1,87
de 20 anos 0,75 1,00 1,20 1,25 1,40
de 24 anos 0,63 0,83 1,00 1,04 1,17
de 25 anos 0,60 0,80 0,96 1,00 1,12
de 28 anos 0,54 0,71 0,86 0,89 1,00

Esta tabela é um pouco mais difícil que a outra, aqui se tem o aumento de possibilidades. 

Então vamos exemplificar com um caso hipotético:

Fonte: Arraes & Centeno

Como dona Maria possui a deficiência grave confirmada na data do requerimento, o seu tempo base de contribuição será de 20 anos. 

Assim, o fator de conversão será o TBC – 24 anos (o tempo mínimo para quem tem a condição de deficiência moderada) para TBC – 20 anos (o tempo mínimo para quem tem a condição de deficiência grave), sendo o multiplicador 0,83.

Tempo de Contribuição Conversão para 15 anos Conversão para 20 anos Conversão para 24 anos Conversão para 25 anos  Conversão para 28 anos
de 15 anos 1,00 1,33 1,60 1,67 1,87
de 20 anos 0,75 1,00 1,20 1,25 1,40
de 24 anos 0,63 0,83 1,00 1,04 1,17
de 25 anos 0,60 0,80 0,96 1,00 1,12
de 28 anos 0,54 0,71 0,86 0,89 1,00

Dessa forma, os 15 anos que Dona Maria contribuiu por deficiência moderada, correspondem a 5.475 dias.

Esse tempo multiplicado pelo fator de conversão 0.83, dá o total de 4.544 dias (pouco mais de 12 anos).

A esse período, deve ser somado o tempo de 15 anos de contribuição por deficiência grave.

Assim, dona Maria já contabiliza pouco mais de 27 anos de contribuição por deficiência grave.

Deste modo, dona Maria já possui o tempo necessário para solicitar a aposentadoria por deficiência de grau grave (20 anos).

Assim, a conversão de grau moderado para grave foi extremamente favorável para dona Maria, pois diminuiu em 4 anos o tempo mínimo de contribuições.

Vale a pena planejar a aposentadoria de pessoa com deficiência?

O planejamento previdenciário é INDISPENSÁVEL para qualquer pessoa com deficiência que deseja conhecer todos os seus direitos!

São duas possibilidade de aposentadoria diferentes que podem se tornar ainda mais complexas se for necessário realizar a conversão de determinado período de contribuição.

Como vimos, homens e mulher possuem tabelas diferentes e fatores de conversões diferentes para cada caso: alteração no grau de deficiência ou aparecimento e desaparecimento dela.

Além disso, qualquer pessoa que tenha uma doença grave, também deve passar por um planejamento previdenciário. 

Como vimos, não existe uma doença específica que forneça a deficiência, mas analisando todo o contexto de vida, é possível garantir uma aposentadoria PCD muito mais benéfica que uma aposentadoria por invalidez ou por idade comum, por exemplo.

Fonte: Arraes & Centeno

Olhando de fora, essa doença não geraria um impedimento de longo prazo, não é? 

Mas com a análise criteriosa de uma equipe especializada de seus documentos médicos, dificuldades e barreiras que enfrentadas, foi possível constatar que a dona Nilce possui uma deficiência de grau leve!

Com isso, ela tem direito de se aposentar como pessoa com deficiência com 28 anos de tempo de contribuição!

Vejam só, ela já pode se aposentar tanto por tempo de contribuição, como por idade pelas regras para pessoa com deficiência.

Afinal, ela já tem:

  • carência mínima de 15 anos 
  • 28 anos de tempo de contribuição exigidos para a deficiência leve na aposentadoria por tempo de contribuição
  • 55 anos de idade exigidos na aposentadoria por idade

Quer entender melhor como o planejamento previdenciário pode garantir a melhor aposentadoria para a pessoa com deficiência?

O INSS negou o meu pedido de aposentadoria de pessoa com deficiência: o que fazer?

Caso seu pedido seja negado pelo INSS, o primeiro conselho que eu te dou é: busque auxílio especializado!

Isso para que o advogado de sua confiança analise todos os documentos e te dê um parecer informando se houve erro ou se você ainda precisa completar algum requisito.

Sendo incorreto o indeferimento do benefício, você poderá recorrer da decisão junto à Junta de Recursos no próprio INSS. 

No caso da discussão ser sobre a existência e o grau da condição de deficiência, você poderá realizar uma nova perícia com outro médico e outro perito social. 

Caso necessário, poderá acionar a justiça para garantir seu direito.

No judiciário, você deverá fornecer toda a documentação que levou até o INSS e explicar o porquê a decisão foi errada, passará por novas perícias e terá que ir se manifestando no decorrer do processo, até o julgamento.

Para ter mais chances de sucesso nessa caminhada, busque o auxílio de um escritório especialista no tema, com a prática específica voltada para a área previdenciária.

Inclusive, esse acompanhamento pode ser feito 100% online, sem você precisar sair de casa!

Por onde recebe a aposentadoria da pessoa com deficiência?

Você fez o seu pedido de aposentadoria e teve ele deferido pela justiça, ai vem a pergunta: por onde recebo a minha aposentadoria?

A aposentadoria pode ser paga pelo cartão de benefício do INSS ou em conta corrente de mesma titularidade do beneficiário.

A possibilidade de recebimento pela conta corrente é recente e caso você ainda não tenha realizado a troca, pode fazer ela do conforto de sua casa.

Acesse o aplicativo do Meu INSS, clique em agendamento/solicitações, clique em novo requerimento e clique em alterar forma ou local de pagamento, por fim digite as informações necessárias e a alteração será realizada.

Eu vou receber todo o valor atrasado da aposentadoria?

Sim, além da aposentadoria mensal, você terá direito ao pagamento dos valores retroativos, ou atrasados. 

São os valores correspondentes ao período em que você ficou aguardando a decisão final, pois você recebe sua aposentadoria desde a data em que a requereu, se de fato já possuía direito.

A atualização e correção do valor do cálculo será realizado pelo INSS, se o pedido foi feito administrativamente, ou pela contadoria da Justiça Federal, se foi realizado na justiça. 

Caso o total tenha sido maior que o valor de 60 (sessenta) salários mínimos, você poderá optar por renunciar ao valor que passe os 60 (sessenta) salários e receber mais rapidamente pela Requisição de Pequeno Valor – RPV.

Caso prefira receber o valor integral, você deverá optar pelo Precatório, mas o pagamento é um pouco mais demorado mesmo.

Pessoa com deficiência precisa fazer a prova de vida?

Sim, a prova de vida deve ser feita por qualquer beneficiário que receba os valores por conta-corrente, poupança ou cartão magnético.

Mas atenção, agora a prova de vida é de responsabilidade do INSS!

Isso mesmo, a partir de 3 de fevereiro de 2022, os beneficiários terão essa comprovação feita por uma análise dos dados da base do Governo, um cruzamento de informações em que é verificado se, nos 10 meses seguintes ao seu último aniversário, algum ato foi registrado nos órgãos, entidades ou instituições.

Quer saber mais como funciona essa nova prova de vida? Temos um artigo completo sobre ela para você, clica aqui para acessar!

Compartilhe essas informações sobre a aposentadoria da pessoa com deficiência

Pronto, agora você já tem todas as informações importantes sobre a aposentadoria da pessoa com deficiência!

Gostou das informações? 

Então já compartilha esse texto com os amigos e a família, basta clicar no link aqui embaixo e enviar para eles pelo seu WhatsApp.

Por Carolina Centeno, Advogada Previdenciária e Trabalhista.

Original de Arraes & Centeno



Fonte Original

Descubra quais estados aumentaram o teto do ICMS – Jornal Contábil


Doze estados já anunciaram aumento no teto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para 2023. A alíquota geral, que variava de 17% a 18% chegará a 22%, a depender da unidade da federação, de acordo com levantamento da smart tech IOB, referência nas áreas tributária e fiscal.

Os reajustes começam a ser implantados entre 8 de março e 1º de abril no Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. Segundo Renata Queiroz, especialista tributária da IOB, esse limite máximo é adotado, em regra, para produtos essenciais. “No caso de produtos considerados supérfluos, como derivados do tabaco, por exemplo, a incidência é uma alíquota acima do teto”, afirma.

As normas, segundo Queiroz, foram publicadas nos últimos dias de 2022 e passam a valer 90 dias após a data da sua publicação. “Como o ICMS se sujeita ao princípio constitucional da anterioridade anual, caso algum outro estado decida aumentar a alíquota geral em 2023, a medida só poderá entrar em vigor em 2024”, esclarece a consultora tributária.

Leia também: “Vamos ter que discutir”, diz Lula para governadores sobre perdas com ICMS

Confira a lista dos estados que publicaram o reajuste, percentuais e datas de início da cobrança:

Fonte: IOB

A IOB é uma smart tech que reúne o melhor de dois mundos: conhecimento e tecnologia.



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Webinar sobre a terceira parte da série Relatórios Empresariais do ISSB está com as inscrições abertas


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Sefaz realiza fiscalização no setor de locação e venda de veículos no Rio de Janeiro – Jornal Contábil






Auditores Fiscais da Receita Estadual das especializadas de Veículos (AFE 12) e do Trânsito de Mercadorias e Barreiras Fiscais (AFE 14) realizaram, na tarde desta segunda-feira (30/01), uma fiscalização em duas lojas, uma de locação e outra de revenda de veículos, localizadas na capital fluminense.

Leia mais: Sefaz amplia atendimento presencial do ITD no Rio de Janeiro

Objetivo da fiscalização

O objetivo da ação foi verificar se os veículos estavam com a documentação fiscal prevista no Convênio ICMS 64/06, que estabelece um prazo mínimo de 12 meses para que o veículo comprado para ser oferecido ao mercado na modalidade de locação possa ser revendido sem o pagamento do ICMS.

A fiscalização é resultado de um trabalho de investigação da AFE 12 que pretende identificar possíveis irregularidades no segmento de locadoras de veículos, possibilitando assim combater a evasão fiscal e incrementando a arrecadação estadual.

Fonte: Governo do Estado do Rio de Janeiro






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prazo final para desconto de cota única para o mês de fevereiro encerra-se dia 28


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Reforma tributária pode ser votada até final de 2023 – Jornal Contábil


A reforma tributária é um dos projetos prioritários do governo no Congresso este ano. Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje (2), no Palácio do Planalto, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que, “entre tantos assuntos importantes”, este foi um dos citados por Lula.

Para o deputado, é possível aprovar um texto de reforma até o final deste ano. “[A negociação] está sob comando do ministro [da Fazenda, Fernando] Haddad, os vice-líderes vão ajudar, temos aqui especialistas na área. Vamos começar a dialogar a partir de segunda-feira [6] sobre o conteúdo dela e o que podemos fazer antecipadamente para termos uma reforma tributária robusta que dê conta dos problemas”, disse.

Em declaração recente, Haddad disse que o governo pretende votar a reforma tributária sobre o consumo no primeiro semestre deste ano e a reforma sobre a renda no segundo semestre.

Leia mais: Líderes de partidos apontam reforma tributária como prioridade para primeiro ano do mandato

PEC 45/2019 e PEC 110/2019

A simplificação da tributação sobre o consumo está no centro da primeira fase e o texto pretende se basear em duas propostas de emenda à Constituição (PEC) em tramitação no Congresso (PEC 45/2019 e PEC 110/2019). Elas reúnem diversos tributos que hoje incidem sobre o consumo em menos tributos. A divergência está no número de tributos unificados e na forma como ocorrerá a fusão. Há propostas de reforma tributária paradas no Congresso de reforma tributária paradas no Congresso.  

Nesta quinta-feira, Lula recebeu Guimarães e mais 13 dos 15 vice-líderes do governo na Câmara, escolhidos entre os partidos da base aliada. De acordo com o deputado, o encontro foi de aproximação e diálogo com o presidente, “que será permanente”. “É isso que faz fluir e os vice-líderes exercerem protagonismo nas matérias importantes para o governo e o país”, disse Guimarães.  

Fonte: Agência Brasil



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Vice-presidentes administrativos do Sistema CFC/CRCs tratam da LGPD durante a 1ª reunião de 2023


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Copom decidiu manter os juros básicos da economia em 13,75% ao ano – Jornal Contábil


Apesar da alta recente na inflação, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Em comunicado, o Copom indicou que os juros podem ficar altos por mais tempo que o previsto e não descartou a possibilidade de novas elevações caso a inflação não convirja para o centro da meta, como o esperado. O órgão também informou que persegue a convergência da inflação para o centro da meta para meados de 2024.

“O comitê segue vigilante, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período mais prolongado do que no cenário de referência será capaz de assegurar a convergência da inflação. O comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas, que têm mostrado deterioração em prazos mais longos desde a última reunião”, destacou o texto.

A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a quarta vez seguida em que o BC não mexe na taxa, que permanece nesse nível desde agosto. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.

De março a junho de 2021, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto do mesmo ano, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de outubro de 2021 até fevereiro de 2022. No ano passado, o Copom promoveu dois aumentos de 1 ponto, em março e maio, e dois aumentos de 0,5 ponto, em junho e agosto.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

leia também: PIB Global: FMI melhora previsão sobre economia para 2023

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2022, o indicador fechou em 5,79%. Desde o fim do ano passado, a inflação vem subindo por causa da alta do preço dos alimentos e da reversão parcial das desonerações sobre os combustíveis.

O índice fechou o ano passado acima do teto da meta de inflação. Para 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5% nem ficar abaixo de 2% no ano passado. Para 2023, a meta de inflação está em 3,25%, também com margem de 1,5 ponto percentual, o que garantiria um intervalo entre 1,75% e 4,75%.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2023 em 5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode ser revista na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de março.

As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,74%. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,31%.

Leia também: Projeto quer criar teto de juros para cartão de crédito

Crédito mais caro

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 1% para a economia em 2023.

O mercado projeta crescimento menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

infografia_selic – ArteDJOR

Original de Agência Brasil



Fonte Original

Sedu realiza entrega de veículos escolares no Espirito Santo – Jornal Contábil






A Secretaria da Educação (Sedu) repassou ao município de Mimoso do Sul o valor de R$ 3 milhões para a compra de veículos destinados ao transporte escolar. O recurso foi repassado por meio do Fundo Estadual de Apoio à Ampliação e Melhoria das Condições de Oferta da Educação Infantil e do Ensino Fundamental (Funpaes).

Para a entrega simbólica dos cinco veículos adquiridos, realizada nessa terça-feira (31), estiveram no município o técnico de Transporte Escolar, Marcos dos Santos Silva, representando a Sedu, e a secretária Municipal de Educação, Gracielle Perreira.

Leia mais: Mais de 200 mil alunos retornam às aulas nesta quinta-feira (02/02) no Espirito Santo

Funpaes

O Fundo Estadual de Apoio à Ampliação e Melhoria das Condições de Oferta da Educação Infantil no Espírito Santo, o Funpaes, foi instituído pela Lei Estadual nº 10.787/2017, cujas normas e critérios são para regulamentar os procedimentos administrativos referentes ao repasse e à execução de recursos financeiros provenientes do fundo ditado pelo Decreto Estadual nº 4.217 – R/2018.

Fonte: Governo do Estado do Espirito Santo






Fonte Original

Conheça as preferências do consumidor na escolha de seu Plano de Saúde – Jornal Contábil


A 3R4 Seguros, corretora de seguros de São Paulo, realizou uma pesquisa para entender quais serviços e produtos são mais importantes para o consumidor na escolha do plano de saúde.

De acordo com os últimos dados da ANS de setembro de 2022, mais de 50 milhões de brasileiros possuem planos de saúde contratados e existem 693 operadoras ativas no Brasil com mais de 13.400 opções de planos com diferentes preços.

Diante de tantas possibilidades, a 3R4 buscou entender os atributos que o consumidor de planos de saúde mais valoriza na hora de decidir qual contratar, realizando uma pesquisa com 194 respondentes entre os meses de dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

O formulário continha 9 perguntas relacionadas aos serviços e condições mais comuns apresentados pelos produtos das operadoras, além de perguntas de qualificação demográfica, bem como outras voltadas a entender o processo de compra, como canais de relacionamento e marcas mais lembradas.

O consumidor deveria escolher em uma escala de 1 a 5 (sendo 1 nada importante e 5 muito importante) considerando os aspectos de cada item apresentado segundo seu julgamento na escolha de contratação do plano de saúde.

O resultado da pesquisa mostrou que a rede de atendimento é o item mais importante no processo de escolha do consumidor, seguido de preço mensal e previsão de reajuste. Os itens menos importantes são as ofertas de Telemedicina, serviços de conveniência e a marca da operadora.

Aqui estão os  resultados completos em arquivo pdf: Apresentação_Pesquisa_2023jan_3R4

Fonte: 3R4

Quando as respostas foram separadas por faixas etárias, a pesquisa identificou que as pessoas idosas valorizam mais a “previsão de reajuste” do plano e “preços” do que a “rede de atendimento”, alternando os motivadores em relação ao grupo geral (notas: 4,958, 4,875  e 4,708 respectivamente) .

“Entendemos que isso é reflexo da condição de maior utilização dos serviços por parte dos mais idosos, além de a renda familiar ser mais estável nessa faixa de idade e sem grandes possibilidades de aumento futuro. Neste caso, o medo de que o plano de saúde possa comprometer a renda é um fator mais importante que a rede de atendimento.”

A pesquisa também identificou que as notas foram diferentes segundo a faixa de renda do consumidor. 

“Esperávamos ter uma resposta com nota alta em relação a importância de “Preços” e “Reajustes” no fator de escolha, porém, verificamos que muitos itens que encarecem os planos de saúde não são igualmente importantes no processo de escolha, como por exemplo, serviços de concierge, telemedicina, marca e abrangência nacional. Com esses resultados, vemos uma oportunidade de baratear os custos mensais de plano de saúde, retirando itens que possam encarecer e que não se mostraram importantes para o consumidor.”

Quanto aos canais de relacionamento, 40% dos consumidores confiam em informações de familiares e amigos e outros 30% de corretores de seguros. Embora o total geral de buscas na internet seja menor, os mais jovens tendem a procurar mais por esse canal do que os mais idosos. 25% dos mais jovens buscam informações na Internet contra apenas 8% dos idosos.

Existe uma quantidade muito variada de opções de planos de saúde e o consumidor pode não obter todas as informações para a melhor tomada de decisão. Este é um problema que é preciso resolver, trazendo informações mais assertivas que direcionam o produto ideal para cada perfil de consumidor, trazendo economia no custo mensal ou melhores benefícios pelo mesmo preço.

Leia também: Nove dúvidas sobre doença preexistente e plano de saúde

Dados Completos

Datas: de dezembro 2022 a janeiro 2023

Público: 194 consumidores

Regiões: Concentração de 90% no Estado de SP.

Idades: Todas as faixas etárias

Objetivo da pesquisa

O objetivo da pesquisa foi entender os motivadores de escolha de um plano de saúde dentre os vários serviços que são oferecidos pelas operadoras. Buscamos entender os atributos desejados pelos consumidores para conhecer aqueles que são mais ou menos importantes na tomada de decisão.

Metodologia

Foram utilizados formulários eletrônicos que não identificam dados pessoais de consumidores. O formulário de respostas da pesquisa continha 9 perguntas relacionadas aos serviços e condições mais comuns apresentados pelos produtos das operadoras, além de perguntas de qualificação demográfica.

No processo de coleta das informações, também foram perguntadas as questões voltadas a entender o processo de compra, como canais de relacionamento e marcas mais lembradas.

As perguntas apareceram na seguinte ordem para os respondentes e o respondente deveria escolher em uma escala de 1 a 5 (sendo 1 nada importante e 5 muito importante) considerando os aspectos que julgam para cada item na escolha de seu plano de saúde.

  1. Em relação ao valor de Reembolso, quão importante é esse fator na decisão de escolha de um plano de saúde?
  2. Em relação a rede de atendimento (Hospitais, Clínicas e Consultórios), quão importante é esse fator na decisão de escolha de um plano de saúde?
  3. Em relação ao atendimento por Telemedicina, quão importante é esse fator na decisão de escolha de um plano de saúde?
  4. Em relação a marca (Exemplos: Amil, Unimed, Bradesco, etc), quão importante é esse fator na decisão de escolha de um plano de saúde?
  5. Em relação a disponibilidade de Conveniências como serviços de coleta e entrega de documentos, atendimento exclusivo e concierge, quão importante é esse fator na decisão de escolha de um plano de saúde?
  6. O plano de saúde ter abrangência Nacional, ao invés de regional, é um fator decisivo na escolha?
  7. Em relação ao Apartamento Individual em caso de internação, quão importante é esse fator na decisão de escolha de um plano de saúde?
  8. Em relação ao Preço mensal do Plano de Saúde, quão importante é esse fator na decisão de escolha de um plano de saúde?
  9. Em relação a previsão de valores de Reajuste do Plano de Saúde, quão importante é esse fator na decisão de escolha de um plano de saúde?

A margem de erro é de 6% e o nível de confiança de 90%.

leia também: Confira cinco Soluções de Pagamento para oferecer a melhor experiência ao seu cliente 

Demográficos

A pesquisa contou com respondentes de vários Estados do Brasil, porém SP teve uma concentração de 91% das respostas.

Resultados

Os resultados da média geral de pontuação atribuída a cada fator gerou a tabela abaixo, mostrando que a Rede de Atendimento é o fator mais importante na escolha do consumidor de forma geral, porém para o grupo de Idosos, os itens “previsão de reajuste” e “preço” tiveram as notas mais altas. 

Fonte: 3R4

Para as diferentes rendas familiares, nota-se que o item “Telemedicina” é o de mais baixo valor para aqueles que ganham mais de R$10.000,00 mensais, seguido de “Conveniências” que geralmente são serviços ofertados para planos mais Premium.

Fonte: 3R4

Não foram identificadas diferenças significativas em relação ao Gênero do consumidor nesta pesquisa.

Fonte: 3R4

Não foram verificadas diferenças significativas em relação a consumidores com filhos ou sem filhos nesta pesquisa.

Fonte: 3R4

Leia também: Cinco Previsões e Dicas para uma boa relação com seus clientes!

Principais Insigths da Pesquisa

Sobre atributos de escolha de plano de saúde: 

  1. A rede de atendimento é o item mais importante no processo de escolha do consumidor, seguido de Preço Mensal e Reajuste.
  2. Os itens menos importantes são as ofertas de Telemedicina, serviços de conveniência e a marca da operadora.
  3. As pessoas mais idosas valorizam mais a previsão de reajuste do plano e preços do que a rede de atendimento. Entendemos que isso é reflexo da condição de maior utilização dos serviços por parte dos mais velhos, além de a renda familiar ser mais estável nessa faixa de idade e sem grandes possibilidades de aumento futuro. Neste caso, o medo de que o plano de saúde possa comprometer a renda é um fator mais importante que a rede de atendimento.
  4. Esperávamos ter uma resposta com nota alta em relação a importância de “Preços” e “Reajustes” no fator de escolha, porém, verificamos que muitos itens que encarecem os planos de saúde não são igualmente importantes para o consumidor, como por exemplo, serviços de concierge, telemedicina, marca e abrangência nacional. Vemos uma oportunidade de baratear os custos mensais de plano de saúde, retirando itens que possam encarecer e que não se mostraram importantes para o consumidor.

Sobre Marcas e Canais de Relacionamento

  1. As marcas de operadoras mais citadas na pesquisa são:
Fonte: 3R4

Mesmo que Amil, Sulamérica, Bradesco e Unimed sejam as marcas mais citadas, não verificamos que o consumidor acessa as operadoras diretamente para escolher um plano, sendo o contato com uma pessoa de confiança um fator muito importante na escolha. A referência de familiares e amigos, seguida da consulta a um corretor de seguros são as formas preferidas do consumidor para buscar informações sobre planos de saúde.

A busca de informações na Internet está mais presente nos mais jovens do que na faixa etária de idosos. Entendemos que a presença na Internet, do corretor ou da própria operadora é um fator relevante para as próximas gerações de consumidores.

Fonte: 3R4

Informações Adicionais

Ao final do formulário, era possível utilizar um campo em branco para expressar qualquer item que fosse importante. Abaixo temos alguns relatos de respondentes, onde a preocupação com o preço ainda se mostrou um item relevante.

“O contrato no meu plano deixa a desejar pq alguns laboratórios e hospitais foram cortados do meu plano inicial. NÃO ACHO JUSTO”

“Os planos de saúde deveriam disponibilizar com mais facilidades exames de imagem e consultas”

“Além de familiares e amigos, também consulto alguns corretores”

“Os planos deveriam ser mais baratos”

“Na nossa idade os planos são caros ,escolhemos pelo valor”

“Ocorre que, os planos de saúde estão caros demais!!”

“Os Valores dos Planos de Saúde são absurdos.”

“Por muitas vezes, pagamos convênio e não utilizamos tanto, meses e meses sem se quer fazer uma consulta, os planos de coparticipação tentam cobrir esses casos, mas não acho que é sempre a melhor escolha. Talvez o ideal seja ter uma cobertura cada vez mais justa e ajustada ao uso do plano.”



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